sexta-feira, 27 de junho de 2008

À guisa de atualização II, a missão

Primeiro foi o bloqueio da provedora de internet. Inadimplemento. Claro. Agora, nos acréscimos da prorrogação, acabei vindo pra Parintins. Espero dar sorte pro Garantido. Bom, não sei quando eu volto a atualizar o blog. Mas voltarei.

domingo, 22 de junho de 2008

Pensando Voltaire e Paralamas do Sucesso

Já dizia Voltaire que o adjetivo é o pior inimigo do substantivo. Pois não mais qualificarei minhas manifestações de intimistas.




Por primeiro, porque o conceito cabe ao leitor. Por segundo, porque já decidi escrever sobre qualquer coisa que não necessariamente revele os mais íntimos sentimentos da alma. Ou que se revele de forma subjacente, o que, decerto dependerá também da compreensão do leitor.




Pois bem, sexta fui ao show dos Paralamas, com minha namorada e mais duas adoráveis companhias. Vamos às impressões e fatos:




1 - encontrei um velho amigo, de nome Oberdan. Meio maluco-beleza, meio bicho grilo. Estava em companhia de alguns rapazes que vestiam preto. A camisa de um deles me chamou a atenção: tinha as imagens de Simon Bolívar, Hugo Cháves, Che Guevara e Fidel Castro. Acima o slogan: "Os fantásticos de la revolucion". Fantástico! Disse-me ele que comprou na Venezuela. Gosto da companhia dos "loucos". Um amigo meu me disse que os loucos são aqueles que vivem à margem da loucura da sociedade (se ele parafraseou alguem perguntem a ele). Certíssimo. Prefiro esses loucos romantizados àqueles que com a maior naturalidade se dirigem ao MacDonalds pra fazer um lanche. Se vc não entendeu não estou afim de explicar.




2 - o bis foi fantástico. Não achava que todos os sucessos dos anos 80 seriam tocados. Normalmente, afim de afirmar a produção recente, os artistas renegam os sucessos antigos. Ponto pros Paralamas. A fórmula é essa mesmo: produções recentes + sucessos antigos = puta show.




3 - me ressinto de ter sido tão sectário quando adolescente. Na história do rock brasileiro dos anos 80, me fechei muito na "Legião Urbana - mania". Ainda bem que a memória de "alagados" e "meu erro" vem da minha infância.




4 - ainda assim, imaginei "tempos perdidos" sendo executado ali praqueles saudosistas, como eu. A arena viria abaixo!




5 - os amigos dos meus amigos, denominaram o Herbert Viana de "último poeta do rock". Eu ainda acho que são letristas, mas certamente não há paralelo entre esses (dos quais se filiam Cazuza e Renato Russo, os que se foram) e os atuais, que passam da dor de cotovelo dos emos aos manuais de auto-ajuda dessa tal de Pitty.




6 - acho que é só.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

E não é só isso!

O sempre iressistível Paulo Henrique Amorim recentemente fez um post-denúncia, decerto não bombástico, mas pertinente e que coloca em voga a reputação ilibada dos senhores que compõem nosso Pretório Excelso e adjacências.

Se você, querido leitor, quiser aproveitar o post pra aprender Direito "com quem faz doutrina e jurisprudência no Brasil", clique aqui pra ler.

E ganhe grátis um kit-notábilis-saber-juridicator tabajara. Será útil nas sustentações orais em nossos tribunais - vá lá - superiores.

domingo, 15 de junho de 2008

Raposa - Serra do Sol

Não quero aqui me aprofundar na questão técnica, mesmo por que a espontaneidade e o intimismo andam juntos. Só escrevo em espasmos. Não tenho tempo nem pra conjugar o verbo "googler", ou "googlar", sei lá.

Tenho por princípio religioso a opção preferencial pelos mais pobres, pelos marginalizados, pelos excluídos. Daí minha solidariedade aos muçulmanos em geral (vitimados pela nova cruzada) e os palestinos em particular (por favor, leiam o blog do George Bourdoukan), pra citar como exemplo.

No caso da Terra Indígena Raposa - Serra do Sol, doravante TIRSS, permito-me o "preconceito" de alinhar-me sistematicamente aos índios.

Sim, porque se há um choque como o que ocorre nas terras macuxis, o que aparece em lados opostos é a idéia do que é índio e a idéia do que é homem branco e, logo a lógica maniqueísta do bem e do mal vem à tona.

É essa a lógica que norteia a velha pergunta: "pra quê tanta terra para os índios?"?

Por qual razão não se pergunta: "pra quê tanta terra para os brancos?"?

O branco pode e o índio, ou o que sobraram deles, não pode?

O índio carrega tanta carga de preconceitos que as pessoas nem sequer indagam as condições sob as quais os "arrozeiros" ali se instalaram. Invadiram uma terra que não lhes pertenciam, seus títulos são precários. Na hora de apontar o dedo na cara do índio até o trabalho escravo e infantil parece irrelevante.

Não. O índio no Brasil não é romantizado. Quem dera! Romantizados são os latifundiários. Os reis do gado e da soja. Os Barões da Borracha de outrora. Romantizados são os coronéis de barranco, essas enfadonhas figuras que infelizmente não se tornaram extemporâneas, mas resistem, ainda que matando índios e freiras inocentes. TIRR é o novo Carajás.

E o pior é que o poder revisor em que se transformou o STF (leiam o site do Paulo Henrique Amorim) é formado, em parte, por esses algozes, entulhos do Collor e do FHC.

Que Tupã os ilumine, pois o Deus dos ocidentais é loiro e de olhos azuis.

sábado, 14 de junho de 2008

Piada intimista

Um velho estava na enfermaria esperando sua hora chegar. Tinha levado uma vida com fé em Deus, mas sem dogmas. Acreditava em Deus e na Santa Mãe Natureza. Fé pura e trabalho, muitas dificuldades e muitas limitações, sem nunca se amargurar. Mantinha sempre o bom humor que o fez resistir por várias décadas.

Seus descendentes, alguns católicos, outros neo pentecostais, repudiavam aquela fé "ilegítima". No leito de morte, alguns queriam que ele aceitasse Jesus, outros queriam lhe colocar à força o terço em volta do pescoço.

O velho resistiu, não queria capitular àquela altura da vida. Não que fosse totalmente refratário a tudo aquilo, mas ele se recusara a crer que depois de toda uma vida em comunhão com Deus e com a natureza ainda teria que buscar a salvação em dogmas.

Como estava extremamente fraco, lançou mão de uma última cartada. Aceitaria uma religião, mas não aquela professada pelos seus, pra não causar ciúmes aos eventualmente preteridos.

Enfim, como último desejo, resolveu converter-se ao Islamismo.

Os familiares surpresos, aceitaram, mas todos em uníssino perguntaram:

-- Mas porquê o Islamismo?

Ao que o velho respondeu:

-- Porque estou mais pra Alá do que pra cá.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

À Guisa de Atualização

Não se trata de um blogcídio prematuro. Nestes dias andei distante de uma conexão com a net. Estava sem carro. Em casa não tem banda larga. No meu novo/antigo escritório perto de casa também não. Sei que poderia escrever algo num editor de textos ou no bom e velho bloco de notas (virtual ou físico). Mas fico meio travado. Só consigo escrever no blog com a conexão aberta. Assim num espasmo. Espontâneo. Intimista. Estou gostando destes pontos seguidos. Como num carro no engarrafamento. Anda um pouco. Para. Anda um pouco. Para. Para. Não anda. Puta que pariu. Acabou a gasolina e estou sem nenhum puto!