O meu foi antecipado pra sexta. A mãe da minha afilhada já tinha me dito que, na condição de padrinho (ausente, confesso) eu iria representar o pai de sua filha, meu amigo João, que se encontra em Belém fazendo um curso de aperfeiçoamento.
E lá me dirigi ao La Sallinho, em plena 13h30, empolgadíssimo apesar do calor agravado por um carro sem ar condicionado.
Ela cantou e dançou pra mim. Ela torceu pra mim no cabo de guerra. Ela me chamou de papai, apesar da vigilância da sua mãe que insistia que eu era pra ela um titio. Ela me abraçou, me beijou, e me deu tchau na hora em que nos despedimos.
Definitivamente acho que ganhei uma filha.
Ao mesmo tempo, lembrei de minha relação com o meu pai e o que poderia ter sido se... Ah, a condicional... Somos mesmo uma família de índios, marcados pelo matriarcado. A idade avançada me faz agora vê-lo como um avô, ou verdadeiramente como um pai e não como autoridade e o que poderia ter sido se...
Bom, talvez eu vacile agora como sempre vacilei quando queria contar-lhe e tive medo. Mas as coisas estão muito bem, ainda que subjacentes. Deixemos as reminiscências...
Foda-se o dia dos pais! Viva a paternidade!!!
A NECESSIDADE ESTÁ MATANDO A ESPERANÇA
Há 9 anos
3 comentários:
Achei engraçado a tua predisposição "paternística" (criação minha)... Nessas horas tua timidez vai pras cucuias e representas bem até o papel de pai.
E ainda acho que dá tempo de recuperar o "se"...
bjos
Amigo Mabo, fiquei deveras enternecida com esse seu gesto.
Quem diria!? um Mabo no papel de papai.
Feliz dia dos pais atrasado
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