Meu amigo e vizinho Paolo, então aluno do Colégio Militar de Manaus, tinha amizade com alunos internos do colégio. Estes sempre eram convidados para participar de bailes de debutantes, trajados em seus uniformes de gala. O Paolo era um dos poucos alunos externos que pegavam carona nesses bailes, e eu, quando podia, ia a seu reboque.
Pois bem. Um dia eles iriam a um baile após a formatura em homenagem ao aniversário do colégio, que neste ano aconteceu numa sexta à noite. Cheguei atrasado para a formatura, motivo pelo qual fiquei esperando seu fim na esquina da Luiz Antony com a Dez de Julho. Deixei o cabide com a túnica (a parte de cima da farda de gala) na grade de uma janela baixa. Próximo do fim da formatura, vesti a túnica, e quando chegou o momento de me reunir com os demais, virei novamente em direçção àquela janela para pegar o cabide.
Mas a janela dessa vez estava aberta e do outro lado uma figura pitoresca, branca, muda, envergada, com um sorriso sinistro na face grotesca. Me surpreendi com a aparição daquele homem. Tive medo. Fiquei paralisado, enquanto ele ainda ostentava aquela feição macabra.
Mas enfim empreendi uma fuga, deixando para trás o cabide.
A NECESSIDADE ESTÁ MATANDO A ESPERANÇA
Há 9 anos
Um comentário:
Lembrei de dois grotescos que também cruzaram o meu caminho. De fato é assombroso... estranho mesmo...: o primeiro, foi na volta da casa da Mara. Estava no carro da Selma, acho, e à nossa frente seguia um outro carro. A visão foi muito estranha. Parecia haver um corpo, sem vida, nos olhando. Talvez tenha sido a posição, já que ele estava no porta-mala do carro... Ficamos olhando um bom tempo.
A outra visão foi dia desses, quando, lá pela meia noite, fui deixar o pessoal em casa, depois de mais um dia de "fechamento" da revista. Na av. Airão, paralela ao Bulevard do cemitério, diga-se de passagem, uma senhora de vestido e cabelos totalmente brancos atravessou a rua... Até brinquei: "Não é a mulher de branco?" Por sorte, ela não vestia branco... ufa!
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