quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Tic - Tac - Blof!
Da estrada, os integrantes de um grupo estrangeiro que viajavam numa van, em turnê na França, viram aquela cena e perguntaram ao tradutor o que aquela senhora de expressão grave ali fazia.
Então cientes da intenção da suicida, ordenaram que o motorista parasse o veículo e desceram do carro confiantes de que aquele ato, ao final, não se consumaria.
Mas como? Se eles não falavam uma palavra em francês?
Simples, eles cantaram! Embora em outra língua, nem francesa nem a onipresente língua inglesa, cantaram:
Bate forte o tambor, eu quero é tic tic tic tic tac...
Sim, caro leitor! O grupo era o Carrapicho e por sorte a potencial suicida não era crítico de música e encontrou naquela canção o ânimo necessário para prosseguir vivendo.
Ou pelo menos foi gentil com o grupo e deixou pra se suicidar no dia seguinte ou no próximo desfiladeiro.
Mas, enfim, este foi o depoimento do Zezinho Corrêa (38, rs) no Programa do Jô, há alguns anos atrás.
Eu vi e claro que não acreditei!
Acho mesmo que a história foi a que segue:
Senhora
Bate forte o tambor existencial
Agora vou tomar uma posição letal
Ligar o gás ou me jogar da ponte?
Motivo pra viver, zezinho? me conte!
Zezinho
Não me importa se você quer se jogar
Eu quero é tic tic tic tic tac
Faça o que tu queres, é todo o seu kaô
Por mim, mudo a história e conto ela no jô
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Psicanálise
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Vício
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Historinha non sense
Ao que a fada respondeu: -- Mas como, se essa estrada não tem fim?
Resignado, o pinto disse: -- Desculpa! Tenho andado muito confuso.
domingo, 26 de outubro de 2008
Merece registro
Canal: Telecine CULT
Filme: mulher nota mil (!!!)
Só não chorei porque homem não chora, a não ser que você tenha sido criado pela avó e torça pelo São Paulo. Ou diga tchê.
Você pode ainda dizer que o conceito de cult é subjetivo. Até concordaria, mas então temos que zilhões de canais de TV transmitem filmes cults. Então porque não deixar unzinho que eleve o termo ao seu significado mais puro?
sábado, 25 de outubro de 2008
O fim
Aquele que provoca hematomas nas mulheres e que nunca será julgado ou humilhado por suas atitudes grotescas e potencialmente lesivas à saúde da mulher, nem sofrerá tortura em uma Especializada, uma vez que a vingança lá aplicada é seletiva, só atinge os despossuídos.
Aqueles que crescem à sombra da exploração midiática da miséria. O panis et circenses. Deputados e vereadores que fazem parte desse nosso triste anedotário político. A defesa do Nepotismo e da falta de transparência. Os apresentadores marionetes. A imprensa vendida. Os testas de ferro. A acumulação de patrimônio incompatível com a remuneração de servidor público (e bota incompatível nisso!). Os que roubam-mas-faz. Os que sabem trabalhar, mas em proveito próprio e de uma minoria privilegiada, ou dos aspirantes a sê-la.
É triste saber que tem gente disposta a referendar esse estado de coisas. É triste saber que tem gente disposta a se alinhar a estes sujeitos e conceitos. É triste saber que eles podem representar a maioria de uma cidade.
A saga de Eirupino termina aqui.
Domingo, seja o que o Homem quiser.
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Mil e uma noites barés
segunda-feira, 20 de outubro de 2008
Eirunepino descobre o eco
sábado, 18 de outubro de 2008
sexta-feira, 17 de outubro de 2008
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Charge que os jornais não mostram
terça-feira, 14 de outubro de 2008
Jimmy, renda-se

Não faz muito tempo encontrei Tom Zé. É bom descobrir certas coisas no baú musical do tempo, principalmente quando a cena contemporânea não traz nada, absolutamente nada de novo.
Uma inteligência genuinamente brasileira, resgatada do limbo ironicamente por um gringo.
A letra abaixo me leva a suposições ainda vagas. Ainda não esgotei sua interpretação. Quem quer se habilitar?
Jimi renda-se!
Guta me look mi look love me
Tac sutaque destaque tac she
Tique butique que tique te gamou
Toque-se rock se rock rock me
Bob Dica, diga,
Jimi renda-se!
Cai cigano, cai, camóni bói
Jarrangil century fox
Galve me a cigarrete
Billy Halley Roleiflex
Jâni chope chope chope chope
Ô Jâni chope chope
Ie relê reiê relê
domingo, 12 de outubro de 2008
Diabruras e sabinices
sábado, 11 de outubro de 2008
100% coisa ruim
Então me pergunto: e o Eirunepino?
Alguem pode me dizer o que o Eirunepino fez de bom alguma vez na vida? Mesmo antes de tornar-se policolítico?
Ó cristãos, porque vocês não usam o "vade retro satana" contra esse ser medonho? Eirunepino é a real personificação do Mal na terra! É tudo que há de podre na natureza humana. E digo das coisas "sabíveis"!
Não há delírio imaginário que pode superá-lo!
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Leseira Baré
Podia ter acontecido comigo. Uma vez quase bebi a pimenta que eu salpicava numa coxinha no lugar do refrigerante, já saí de casa com a barba feita pela metade dentre outras distrações que prefiro não falar senão vão chamar a viatura do manicômio.
Mas é que hoje ainda tinha dois saquinhos de comida pra cachorro. Tipo filezinhos. Abri um e coloquei o conteúdo bom pra cachorro na vasilha do Tito. Joguei o saco vazio no lixo. O Tito estava com muita fome, então abri o segundo e último e joguei o conteúdo diretamente na lixeira! Só não pus o saco vazio na vasilha do Tito porque aí, além de distração ao extremo seria uma puta sacanagem com meu singelo animal de estimação.
Foi mal, Titinho. Depois papai compra outro pra você, tá?
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
A Estranha Vida Banal
Trata-se de um apanhado de crônicas escritas por Ferreira Gullar. Sim, o poeta escreveu as suas nos idos dos anos 50/60, principalmente no Jornal do Brasil.
A primeira crônica, a estória despretensiosa (?) do "Frango Tite", cheguei a reproduzir como se tivesse acontecido comigo, e deu certo. Depois, dei os devidos créditos para o autor, claro. A veia poética do autor se faz presente em tantas outras, com menos ou mais intensidade, assim como questões de ordem política e social.
Mas enfim a crônica que mais me impressionou, mesmo quando não tinha a mínima idéia de quem era Fernando Pessoa, é uma que mostra uma discussão entre seus heterônimos. Claro que com o passar do tempo essa crônica tornou-se ainda mais interessante, na medida em que conhecemos o gênio do poeta português e verificamos as características essenciais de seus "eus" em cada um de seus personagens, incluindo o próprio Pessoa.
Ah! E com o Álvaro de Campos dando a última palavra!
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Charge falada
Esse blog é pouco visual, eu sei. Até gostaria de postar mais imagens, mas como sou perfeccionista sem a paciência necessária para trabalhos mais elaborados, acabo ficando no texto, tão somente.
Gostaria de encontrar as charges que ficaram na minha memória nestes anos de leitura, principalmente de "mad" e "bundas", mas enquanto não topo com elas, segue a descrição de cada uma. A lista não é exaustiva.
REVISTA MAD - Ota
Um gato de terno e gravata e uma ratinha jeitosa, vestida de noiva, ambos diante do padre. Antes da liturgia do casamento propriamente dito iniciar, a mãe da catita chora copiosamente e seu pai, ainda tentando convencê-la do contrário exclama:
-- Minha filha, não case! Ele só quer te comer!
REVISTA BUNDAS - Jean
Dois homens passeiam na rua, diante de um prédio pintado com motivos infantis. Um diz ao outro:
-- Lembra quando a prostituição infantil era proibido?
Na fachado do prédio está escrito:
"Casa de Tolerância Peixinho Dourado"
Ainda na revista MAD, uma tirinha genial, não sei de quem é a autoria.
Dois homens na mesma direção em sentidos opostos, prestes a cruzarem numa calçada do centro da cidade - de São Paulo, imagino. O que vinha pela direita estava distraído, até que aquele vinha pelo lado oposto ergue o dedo indicador pra cima e chama a sua atenção, gritando:
-- Carefull!!! Heavy Metal!!!
Eis que o distraído "acorda" e ainda atordoado toma o sujeito como metaleiro (ou heavy banger, se preferir), faz a figura do diabinho com a mão direita e responde, a caráter:
-- Yeaaaaah!
Cai um cofre em sua cabeça.
Na última tira, bombeiros e policiais no local, o que tentou chamar a atenção da vítima, desesperado, o cofre, o cadáver embaixo do cofre, e um popular explicando o que acontecera:
-- O gringo bem que tentou avisar...
