domingo, 30 de novembro de 2008

Novo blog

ALGUNS VIDEOCLIPES

Reproduzo aqui o primeiro post. Os demais serão videoclipes comentados.

Tenho um bom acervo de videoclipes. Fiz esse espaço pra disponibilizar pelo menos aqueles que eu considero os mais interessantes. Claro que o rock alternativo e seus mais variados ramos preponderam. Afinal, este é o meu gosto. Fora, disso, quem sabe uns trashes pra animar o ambiente. Os links a partir dos quais eu baixei os vídeos (nenhum deles eu baixei em programas p2p) eu já não mais os tenho. Preciso de um host de internet pra hospedar os meus. Quem sabe amanhã eu começo. Rs.

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Sobre sílabas poéticas e flores murchas



Lembro quando no cursinho pré-vestibular, o professor de Língua Portuguesa, sem ensinamento prévio, pediu que separássemos algumas frases por sílabas poéticas. Talvez eu tenha sido o único, ou certamente um dos poucos, a fazê-lo corretamente.

O professor se surpreendeu comigo, pois imaginava que as instituições de nível médio não ensinavam a matéria para os seus alunos. Pelo menos no Colégio Militar era diferente...

As sílabas poéticas são diferentes das sílabas comuns. Naquelas, a sonoridade é o que importa, e não a estrutura das palavras. Assim, quando o poeta canta:

Receba as flores que te dou

A separação em sílabas poéticas se dá na seguinte forma: /re/ce/ba_as/flo/res/que/te/dou.

Ou seja, o que na estrutura rígida das palavras se separa: re/ce/ba/as, na sonoridade se junta: re/ce/ba_as.

Da mesma forma, quando a musa responde:

Enfia no cú que já murchou


Correta está a conformação da frase na música, sem sílaba sobrando, pois a frase se flexiona da seguinte forma: en/fi_a/no/cu/que/já/mur/chou e não en/fi/a/no/cu/que/já/mur/chou.

No caso, não é necessário buscar um sinônimo de “enfia” com duas sílabas comuns. “Soca”, por exemplo. Enfia, por mais que no cu seja, é mais poético.

Na dúvida, eu é que não mando flores!

Uma segunda-feira incomum

INTRÓITO

O Márcio já tinha me falado das reuniões. Antes semanais, agora mensais. Pela primeira vez pude participar de uma delas. Apenas como convidado, sem entrar na disputa.

O encontro ocorreu na casa de um dos partícipes, mais precisamente em sua sala de som que, confesso, me causou inveja. Um dia terei um do tipo, a reverberer satisfatoriamente áudio e vídeo da melhor qualidade: shoegazes, dogmas 95 e raridades afins.

O RITUAL

Cada um leva leva um pen drive com arquivos de música em MP3. Somente 4 músicas são executadas por seção. Ao final de cada uma, o dj da vez faz circular uma folha de papel contendo o nome da banda e da música, com a indicação do ano em que foi produzida. O ideal é levar novidades, melhor ainda se a banda for desconhecida dos demais.

Cada música é avaliada - entre comes e bebes - pelos demais, que carregam formulários contendo notas de 0 a 5. No final final, ao vencedor o prestígio. Não enche o bolso mas infla o ego. Ah, infla!

A ANSIEDADE

Não preciso dizer que estou doido pra participar. O nível é altíssimo mas creio estar no páreo. Pena que a reunião ordinária só ocorrerá novamente em fevereiro próximo. Dezembro, confraternização. Janeiro, recesso.

Mas a instituição se fez e em caráter irrevogável. Fevereiro me espera...

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Cocteau Twins




Lembro quando o Márcio me apresentou a banda, uma de suas favoritas. Bons tempos de musical box. Bons tempos de descobertas musicais.

Na verdade, neófito que era, eu assistia nas vésperas das minhas idas à loja o programa "Lado B" da MTV, na época em que a TV por assinatura não era tão difundida. Ou seja, transmissão em UHF que mal e porcamente chegava na telinha de uma TV-Rádio, de pouquíssimas polegadas, mas a única em casa capaz de, vá lá, sintonizar a banda.

Não conseguia ler, portanto, os créditos que aparecem no início e final de cada clipe, e como meu inglês era paupérrimo e meu ouvido mal acostumado, quando o VJ (Fábio Massari) anunciou o nome da banda, entendi "Doctor Dream", logicamente pelo caráter onírico do som.

Voltanto à musical box, o Márcio foi capaz de decodificar aquilo que eu queria dizer. Doctor Dream não existia, então aquele som viajante, guitarras sussurrantes e a belíssima voz de uma vocalista loura, de olhos verdes e cabelos curtos só poderia ser do Cocteau Twins (a aproximidade fonética também deve ter auxiliado no desvendamento daquele breve mistério).

Três opções de compra surgiram na minha frente, e acabei optando pelo álbum que talvez tenha sido aquele recebido com menos entusiasmo pela crítica. Também, quem mandou ser produzido entre Treasure e Heaven Or Las Vegas?

Mas a crítica muitas vezes se manifeta por critérios não musicais, se atendo ao aspecto conceitual e não exatamente musical da obra. Até entendo, mas na relação banda-ouvinte isso é de somenos importância (somenos é foda, um pouquinho de auto imolação pra recuperar o fôlego). O que importa é a leitura pelos ouvidos.

Claro que me apaixonei por estes escoceses e acabei adquirindo toda a obra, e em cd! De carne, osso e acrílico! Me encantei pela obra como um todo, sem distinções. Mas Blue Bell Knoll sempre será emblemático para mim, por um motivo que se aloja nas minhas memórias mais remotas.

Quando era criança eu me perdia nas ondas do rádio, que pra mim era uma espécie de emanação do fantástico, princípalmente no clima da noite. E tenho certeza que nessas viagens auriculares, que incluía os intervalos comerciais, Blue Bell Knoll manifestava-se em pelo menos três trilhas sonoras de comercial de motel. Se alguma dúvida persiste, pelo menos a música Ella Megalast Burls Forever embalou o apelo comercial do Playboy Motel. Ah, embalou!

O clima do CD é sensual ao extremo. Esse paroxismo só encontra paralelo no Treasure. As músicas sentidas provocaram em mim essa espécie de deja vu.

Ou foi tudo um sonho?

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Bichano intimista




Tô sem saco pra escrever. Então segue uma foto do Biu (e de sua mãe). Com "u" mesmo, pra afastar qualquer suposição de "americanismo".

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Vamos cantar, galera!



Garotos Podres - Papai Noel

Papai noel filho da puta
Rejeita os miseráveis
Eu quero matá-lo
Aquele porco captalista
Presenteia os ricos
Cospe nos pobres
Presenteia os ricos
Cospe nos pobres

Pobres! pobres! pobres! pobres!

Vamos sequestrá-lo
E vamos matá-lo

Por quê ?

Aqui não existe natal
Aqui não existe natal
Aqui não existe natal
Aqui não existe natal

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Recaída artística



Me arrependo por (afastanto a cacofonia) cada pacú e tambaqui que não comi.

domingo, 2 de novembro de 2008