sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A praga eterna

Eirunepino não é um indivíduo. Em Manaus é uma praga. Espalha-se entre eleitos e eleitores. Governa a cidade, faz-se presente em maioria nas sessões de colegiados, recentemente em benefício de seu exemplar mais emblemático.

Então, porque democracia, se só a eirupenice é capaz de tirar vantagem dela com a total subversão de seus mais lídimos valores? Melhor seria acabar com essa coisa chata de eleições e manter à frente das instituições barés seus modelos básicos, com algumas variações pra dar um quê de legitimidade. Mas só um quezinho, senão a coisa descamba pra moralidade!!!

No município, o modelo padrão: Eirunepino
Na OAB-AM, a variação Eirunetti

Aceito sugestões...

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Frase

Aquela piada era tão sem graça que o personagem se revoltou com a obra e abandonou o autor.

domingo, 23 de agosto de 2009

Próximo filme

Já assistimos, "eu" e eu, Minha Noite com Ela (Ma Nuit Chez Maud). Indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro, teve o mérito de não ganhar a estatueta. Ufa!

Não deixo minha opinião sobre o filme. Só digo que gostei muito (não seria diferente em se tratando de um clássico da Nouvelle Vague). Se alguem quiser eu mando por DVD.

Próximo cartaz, próximo download:

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Não amarás

O filme já vi. Seguem os cartazes.



sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Primeiro Pôster

O título não contem erro, meu primeiro post já fez até aniversário. É que decidi mostrar aqui os cartazes dos filmes para depois baixá-los, até para que uma coisa estimule a outra.



Agors vou procurar pelo torrent...

terça-feira, 7 de julho de 2009

Considerações bovinas

Mesmo sem imagens para ilustrar o post, vamos lá:

- Sem chuva nem velho senil pra atrapalhar, Garantido campeão.

- Mas em time que ganha, se mexe, sim. É covardia comparar a produção atual dos bois no que se refere a toadas. Chega a dar pena do contrário. Mas mesmo com um belíssimo CD, o que se viu na arena foi a repetição ad nauseam da toada "boi de pano", quando a evolução do boi na arena poderia ao menos ter sido dividida com "tambores da evolução", deste ano, que só foi entoada uma única vez.

- A música mais bonita do CD não foi executada, "boi do povão. Outra belíssima melodia que eu pensava que teria o reforço de ter sido feita em homenagem ao canário Davi Assayg, "canto do sonho - fantasia" não foi executada uma única vez. "Orquestra amazônica" só quando concorreu em Toada, Letra e música

- Pela culhonésima vez, "lamento de raça" concorreu na terceira noite. Meu saco encheu mais que o Rio Amazonas.

- Em compensação, "sou garantido" entrou na antologia das músicas que, ao lado de "coração de batuqueiro" e "coração de torcedor" levam a galera ao transe.

- O Flamengo sempre se fazendo presente na galera encarnada. Não mais com uma bandeira, mas um boneco feito de balão "bate palma" vestido com o manto sagrado. Não é mera questão futebolística, mas de religiosidade. O Flamengo pode.

- Sim, dancei "baiás do círculo sagrado", a música de ritual mais bem sucedida de todos os festivais. Estava bêbado, mas não inconsciente. Quem viu, dê-se por satisfeito. Só repetirei a dose se for no palco do Teatro Amazonas.

- Quem reclamava do Paulinho Farias, que apresentava o Rei Davi como deficiente visual, que dê uma descompostora no apresentador do boi contrário, que apresenta a triste figura do Edilson Santana como "aquele que canta, dança e interpreta". Pior que a auto piedade evocada pelo antigo apresentador do Garantido (sem o beneplácito do Rei, diga-se) é a apelação covarde demonstrada pelo apresentador atual do Caprixôxo, que perdeu também e foi bem feito, pra deixar de ser leso.

- Aliás, Davi continua sem concorrentes, mesmo que seu antagonista dançasse como Nijinski e interpretasse como a Fernanda Montenegro. O ítem é "LE-VAN-TA-DOR DE TO-A-DAS". No gogó, o nosso canário só encontra paralelo, quiçá, em alguns rincões da música erudita. Quiçá!

- Levaram minha carteira e meu celular logo na primeira noite. Sugiro às agremiações, ano que vem, apresentarem como figura típica regional "os batedores de carteira", ou quem sabe a tribo "tirrobê idahi numgostô wasifudê". Até capitão do BOPE-RJ foi furtado.

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Abrindo a série: "pega filho da puta!"

Diogo Mainardi
Prezado Marco Aurélio Garcia,
Eu gostaria de entrevistá-lo por cerca de quatro minutos para um podcast da Veja. O assunto é a imprensa. Eu me comprometo a não cortar a entrevista. Ela será apresentada integralmente.
Muito obrigado, Diogo Mainardi

Marco Aurélio Garcia
Sr. Diogo Mainardi,
Há alguns anos - da data não me lembro - o senhor dedicou-me uma
coluna com fortes críticas.
Minha resposta não foi publicada pela Veja, mas sim, sua resposta à minha resposta, que, aliás, foi republicada em um de seus livros.
Desde então decidi não mais falar com sua revista.
Seu sintomático compromisso em não cortar minhas declarações não é confiável. Meu infinito apreço pela liberdade de imprensa não vai ao ponto de conceder-lhe uma entrevista.
Marco Aurélio Garcia.

retirado do blog do nassif

sábado, 16 de maio de 2009

Com que roupa?

Muito bom esse post do Capitão Óbvio. Fala sobre os melhores sistemas operacionais para notebooks de baixo custo (como o meu). Já escolhi o xubuntu.

Clique aqui para ler.

sábado, 9 de maio de 2009

Cria fama e chafurda na lama

O link estava lá no site do Paulo Henrique Amorim, uma declaração estúpida sobre a gripe suína dita por ninguém menos que José Serra, o mesmo que a mídia pilantra declara como o melhor Ministro da Saúde que o país já teve.

Fosse dito pelo presidente Lula, toda essa putada que acha que sabedoria se adquire em banco de escola (particular, claro) já tinha vomitado todo o repertõrio de ódio de classe contra o torneiro mecânico analfabeto.

Clique aqui para ver. Não recomendado para quem sente vergonha alheia.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Bovinas

Um dia penso em realizar um inventário das imitações do boi azul. Nem digo dos públicos e notórios (apagar as luzes do bumbódromo, a batida do ritual), mas outros que creio que até passam despercebidos. Ou talvez não propriamente, pois o boi carbono ficou tão estigmatizado como cópia (rascunho) que aos autênticos nada há de restar senão um... "deixa pra lá, coitado!"

Da pequena antologia de coisas imitadas, uma me chamou atenção. A introdução de uma música de ritual que imita a que o Garantido fez em uma toada sua de alguns anos atrás. A falta de dados precisos não me encorajou na formulação da relação. Mas que é imitação, é!

Lembro ainda de uma encenação que o Garantido fez em 1995, que mostrava uma batalha entre uma tropa portuguesa num forte e os índios em volta. Trata-se de uma matriz que resultou em sucessivas cópias do boi clonado. No ano seguinte, reproduziram a cena utilizando uma parte da marujada (representado os colonos) e os índios. Ano passado, foi a vez de uma caravela. Até fazer cópia serial eles são capazes de (pavulagem estilística).

E agora o cúmulo de assumir uma identidade que não lhe pertence! A marujada, de repente - BUM! - descobriu a "cadência" (coitados!). Mas o pior, talvez o paroxismo da triste sina do boi mimético eu ouvi no seu curral: uma música, possivelmente deste ano que o identifica como boi da "massa e da tradição!"

Puta que pariu gêmeos! Essa foi de doer no fígado!

Deviam incluir uma música no seu pobre repertório: "Copyara - a Lenda do Boi Clonado", seria mais ou menos assim:

Não sou contrário
eu tento ser igual
Se ele faz assim
eu faço assim também
Se ele faz assado
eu asso, eu asso, eu asso
Se ele assim formula
eu pego meu compasso e passo e passo e passo a imitaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaar [/assyag mode on]
Esse é meu boi garant... ops! caprichoooso.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Primeira Audiência

cotoco.jpgA 8ª Vara do Juizado Especial Cível funcionava na Major Gabriel (estou ficando velho?). Matéria de direito. Só foi necessário a interveniência da conciliadora. Já tíhamos feito (eu e meu cliente, que se tornou um grande amigo) amizade com a preposta. Nada do advogado da empresa. Menos mal.


Pois não aconteceu do causídico da contraparte chegar bem na hora do pregão (anúncio da audiência, para os que tiveram a felicidade de não se formar em Direito)? Ossos do ofício... Nervosismo a mil. O que eu tinha de idade aquele experiente advogado já tinha passado dos 100.


No auge da arrogância do ancião, ele me olhou de cima abaixo. Estávamos sentados retilineamente diante da mesa da conciliadora. Pretendia meu antagonista - e agora chega de adjetivos, vou tratá-lo pelo seu nome pois não tenho medo de rataliações e aqui só relato a verdade: Matusalém Mum da Silva Rá - mantê-lo em minha insignificância. E digo mantê-lo pois então sofria da síndrome de vira-lata.


Matusalém Mum da Silva Rá errou em sua estratégia. Recolhido eu já estava, mas sua atitude hostil estimulou em mim uma reação heróica. Armei um cotoco em sua direção e repousei-o em meu colo - sua visão ainda havia de chegar lá.


E assim foi. Ele tomou um susto. Acusou o golpe. Mas se morreu foi de velhice, não tenho nada com isso!

domingo, 29 de março de 2009

Bloguicídio anunciado

Estou pensando seriamente em abortar o "algiuns videoclipes". Simplesmente por falta de banda larga.

Quem quiser ter acesso ao meu acervo, saiba que são 801 arquivos em 23,9 GB. Mande quantos dvd-r's forem necessários.

sexta-feira, 27 de março de 2009

Vovó

Meu avô, já completamente cego e sem condições de criar sozinho os três filhos, instalado no asilo Mendes Cidade, solicitou à minha avó paterna, que prestava um grande serviço à instituição, que abarcasse em sua já grande família a minha mãe, a única que não fora perfilhada (expressão usual à época) e vivia precariamente em casa de primas.

Minha vó não titubeou e aceitou incontinente a solicitação daquele interiorano que percebia nos passos firmes daquela senhora muita determinação e dignidade.

Foi assim que o destino uniu meu pai e minha mãe e por isso estou aqui escrevendo, mal e porcamente, esse trecho da história, quando deveria louvar em mais fina poesia a trajetória de vida de uma guerreira.

Mas sinto que não é espaço para elegias. O ato de morrer é inerente à condição humana, então morrer aos 90 e com lucidez é mais pura dádiva divina.

Foi mais um passo firme e determinado em direção a não sei aonde. Quem sabe meu avô já não esteja lá, ouvindo neste momento sua chegada, feliz com a expectativa de finalmente vê-la...

Vai com Deus, minha vó, e leve consigo a gratidão desse neto que sempre te amou.

quarta-feira, 25 de março de 2009

Notas pós-show



- O que dizer do show do Radiohead? Sonho... só isso! Um sonho... tudo isso!

- Apesar de admirá-los, o show dos Los Hermanos pra mim era absolutamente dispensável, não obstante muitos fãs incondicionais presentes.

- Kraftwerk foi um pré-show digno do principal. Sem eles o Radiohead teriam lançado "somente" Pablo Honey e The Bends.

- Os alemães são lendários. Presença impactante. É como se tivesse na minha frente Bhrams, Mann, Fassbinder e Bruno Ganz.

- Comentávamos, nós tb fãs de Manic Street Preachers (eu, Wilsa, Mário e Fernanda), que tomara que a banda do País do Gales não venham para o Brasil esse ano, senão... mais despesas, mais endividamento.

- Qual não foi minha surpresa, ao usar a banda larga do hotel (em Manaus é um estreito fragmento), visitar o sítio do MSP e constatar que eles fizeram uma cover de... UMBRELLA-ELLA-ELLA-HEY-HEY!!!!!

- Perderam um fã :(

- E o tal de Chris Brown ganhou um :)

segunda-feira, 16 de março de 2009

Pau no c... da globo

Baixei e vi há pouco o documentário "Botinada, a história do punk no brasil", de autoria do ex-VJ da MTV Gastão Moreira.

O Gastão faz falta na emissora. Apesar de ter apresentado programação um pouco diverso do meu gosto musical, ele sem dúvida foi o melhor apresentador que passou pela MTV. Bom "revê-lo", ainda que em sua obra.

O momento mais comovente do documentário (sou eu um punk sensível?) trata do "fim" do movimento no Brasil, deflagrado por uma reportagem do programa Fantástico que vomitou todos os estereótipos negativistas que imputavam aos punks, elevando-as à categoria de verdade absoluta.

Incrível, mas aqueles que se vestiam de preto, usavam cabelo moicano e curtiam sex pistols e ramones mas que "apesar" disso eram... humanos, passaram a ser alijados do convívio social e dos ambientes de trabalho. Os que trabalhavam formalmente perderam o emprego.

Involuntariamente vi o Fantástico ontem (estava em um restarante) e vi uma reportagem sobre trabalho escravo. Os denunciados são os mesmos em favor dos quais a emissora (não sozinha, claro) cria um estado de coisas que torna possível o crime denunciado. São os mesmos latifundiários que fazem a sociedade odiar os sem terra e os índios.

“Se o punk é o lixo, a miséria e a violêcia, então não precisamos importá-lo da Europa, pois já somos a vanguarda do punk em todo mundo” (Chico Buarque)

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Ser precoce é sofrer por antecipação

Não tão criança eu acreditava que as marcas de óleo de carro, recorrente nas ruas em dias de chuva, eram espectros de meteoritos recem caídos. E que o chirriar dos grilos era o som das estrelas quando estas resolviam dar rasantes sobre terra.

Não me custava investigar e acreditar na verdade. Me custava constatar que eu estava crescendo e me desenvolvendo. Para quê, meu Deus?

A verdade não tem a menor graça...

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Der Bergmann (O Mineiro)

Mineiro sou no poço da alma. Silencioso, intrépido, desço rumo às trevas e vejo o precioso minério do sofrimento, a lançar através da noite um tímido clarão.

Belíssimo poema, extraído do livro Doutor Fausto, de Thomas Mann.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Bloco das Piranhas Intimistas

Só pensei no título e não no texto. Estou sem qualquer inspiração para escrever. Fastio de fim de enfermidade. Carnaval não desejado. Se ainda estivéssemos nos tempos das marchinhas...

Ah! E Salvador é o caralho!

domingo, 15 de fevereiro de 2009

A Foto




Percorreu o mundo. Da sequencia (sem trema, SEKÊNCIA) eu ainda preferia uma em que o rosto do policial que segura o cacetete aparecia. O responsável!!!

Mas essa foto - reconheço - carrega uma força simbólica maior. Não há UM responsável. Não é só O policial que segura o cacetete que lhe desfere o golpe.

Você, caro leitor, de que lado está?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Resposta

Antecipo a resposta. Não gosto de ver ninguem sofrer. Vi no rosto da Lalá a frustração por não se ver capaz de responder a charada, com "ch". A "eu" viajou na batatosa, mas não chegou perto da solução do mistério, decerto induzida pelo meu erro de grafia. Rs.

Bom... eu estava me referindo à essas raquetes de matar carapanã.

As veias entralaçadas são os arames que causam choque. As veias que não alimentam, mas mortificam. A figura do Gregor Samsa remete ao inseto. Baratas e carapanãs, embora animais distintos, figuram no reino dos insetíveros, e o lamento se daria por essa afinidade.

Espero que a experiência não aborte a idéia!

E pra finalizar, uma espécia de virundum canônico.

Numa humilde escola em Jauató, médio Solimões, a professorinha perguntou aos seus alunos sobre o que eles mais temiam.
PROFESSORA: -- Mundica, do que vc tem medo?
MUNDICA: -- do Boi Tatá, fessora!
P: -- mas Mundica, Boi Tatá não existe, é só uma lenda!
P: -- e você, Tonico? Do que mais tem medo?
TONICO: -- do Mapinguari, fessorinha!
P: -- mas Tonico, Mapinguari não existe, é só uma lenda!
P: -- e você, Erasmo de Jauató? Do que mais tem medo?
ERASMO: do Malamém, professora!
P: -- Malamém? Nunca vi isso na minha vida, Erasminho!
E: -- Nem eu, professora, mas toda vez que a minha mãe vai se deitar, antes de dormir ela sempre repete: "e não nos deixei cair em tentação, mas livrai-nos do Malamém!!!"

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Xarada intimista

A brincadeira consiste em tentar responder sobre o que estou escrevendo.

Se alguem acertar eu digo logo que acertou. Se ninguem acertar eu posto a resposta na próxima quinta à noite.

Se ninguém entrar na brincadeira eu desisto do blog!

ENIGMA:
As veias entrelaçadas mortificam
e neste momento
somente o anti-herói kafkiano lamentará
teu passamento


Vamos lá, galera! Interatividade!!!

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Um Dia de Bode




Atendi ao apelo intestinal e me dirigi ao banheiro.

Era uma tarde de um sábado qualquer. Primeira metade dos anos 90.

Não tinha pressa. Tudo transcorria naturalmente. Acomodei-me solene no vaso, tal qual o Pensador de Rodin. Certo da regularidade do processo e consistência da obra.

Ilusão!

Após um esforço fora do habitual, um leve estampido irrompe meus ouvidos. De que me valera aquele empenho? Olho para baixo e fito o imprevisível: uma matéria esferóide flutuando insolente sobre a água!

Surpreendi-me! Lembrei do conto Metamorfose que, por coincidência, acabara de ler. Seria eu um personagem real kafkiano, a me transformar num bode? Já encontrara certa resignação por não estar me transformando num monstruoso e repugnante inseto. Mas não capitulara ao todo, tinha que provar a mim mesmo que metamorfoses do tipo só são admissíveis em ficção. Pronunciei uma frase qualquer. "— Gregor Samsa é o caralho!” e confortei-me ao ouvir de mim mesmo a assertiva em toda a sua substância fonética. Temi pronunciar apenas um monossilábico “mééééé”.

Então... poderia ser apenas e tão somente um fragmento a prenunciar o desenvolvimento normal do... processo (ainda em alusão ao Kafka, caros leitores).

Que nada! Aquele enredo de filme de horror se transformou numa série! Imergi nela como num pesadelo infame! Cada capítulo um desespero. Cada desespero uma lágrima. E a constatação de que, se a vida é uma merda, por vezes ela ainda se torna ridícula!

Eis que aquela linha de produção chega ao fim. Levantei-me. Aproveitei e dirigi-me ao chuveiro para tomar banho e esfriar a mente que fervilhava. Antes de regressar ao cotidiano, encarei a obra serial a fim de me certificar que tudo aquilo que me acontecera era de fato real. E de fato o era.

Deixei-a ainda em exposição, movido, quem sabe, por autocomiseração. Minha irmã até (os) viu, mas pragmaticamente deu a descarga.

Coisa que eu já devia ter feito!

POEMA INCIDENTAL

Entre quatro paredes
Há uma sensação profunda
A merda bate na água
A merda bate na água
A merda bate na água
A merda bate na água...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Calendário singular

Minha mãe recordou, neste último domingo, que quando eu era criança e ela me dizia que algo aconteceria num dia vindouro qualquer (supomos que no domingo ela me disesse que quarta iríamos para o cinema), eu a interpelava: -- quando eu dormir e acordar, dormir e acordar, dormir e acordar? Nem sempre eu acertava; às vezes ela somava ou subtraía "dormir e acordar".

Hoje tenho insônia, minha mãe me acorda aos berros e pelo menos em uma hora durante o dia eu tiro um cochilo. Ou não.

Enfim, só me resta o calendário convencional e o saudosismo de uma época em que eu dormia cedo e acordava tarde, ia com minha mãe ao cinema e não dependia de alvará judicial pra ser feliz.

E a depender dos Juizados Especiais terei que dormir e acordar, dormir e acordar, dormir e acordar, dormir e acordar, dormir e acordar, dormir e acordar, dormir e acordar, dormir e acordar, dormir e acordar, dormir e acordar (...)

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Protoaxé politicamente correto

Afro brasileira do cabelo compacto
Alheia às ações cosméticas
Quando passa na baixa do tubo
O afrobrasileiro de proporções avantajadas começa a vociferar:
Não a detenha! Não a detenha!
Pra quê...
passar baton?
Se a cor
é uma falseta
E o que me importa é a...


Silhueta!

Virundum Visual



Eu era capaz de jurar que a cantora Watusi era travesti. Não só pela aparência mas pela voz grave.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Eis-me aqui

Um período sem acesso à rede. Normal. O estado de insolvência de um lado e o atestado de incompetência do outro. NET, vai pra pqp antes que eu esqueça.

Um "copie e cole" sobre a situação do Campo de Concentração de Gaza. Peguei no orkut. Comunidade "Libertem a Palestina". Da máquina genocida nazi-isralense e da cumplicidade ianque.

DESONRA PARA VOCÊS 3 de janeiro de 2009-01-15
(carta ao embaixador de Israel na França, do historiador André Nouschi, 86 anos, natural de Constantine (Argélia), que deseja que seu texto seja difundido tanto quanto possível. André Nouschi, foi professor na Universidade de Tunis, e é professor honorário da Universidade de Nice. Boa leitura)

Senhor Embaixador, Para você é o shabat, que devia ser um dia de paz mas que é dia de guerra. Para mim, há muitos anos, a colonização e o roubo israelense das terras palestinas exaspera-me. Escrevo-lhe na condição de francês, judeu de nascimento e artesão dos acordos entre a Universidade de Nice e a Universidade de Haifa. Já não é possível calar-se ante a política de assassinatos e expansão imperialista de Israel. Vocês se conduzem exatamente como Hitler conduziu-se na Europa com a Áustria, a Tchecoslováquia. Vocês desprezam as resoluções da ONU como Hitler desprezava aquelas da SDN e vocês assassinam impunemente mulheres e crianças; não invoquem os atentados, a Intifada. Tudo isso resulta da colonização ILEGÍTIMA e ILEGAL. UM ROUBO. Vocês se conduzem como ladrões de terras e dão as costas às regras da moral judaica. DESONRA a vocês, DESONRA a Israel! Vocês cavam suas próprias sepulturas sem se dar conta. Pois estão condenados a viver com os Palestinos e os Estados árabes. Se falta a vocês essa inteligência política, então são indignos de fazer política e seus dirigentes deveriam aposentar-se. Um país que assassina Rabin, que glorifica seu assassino é um país sem moral e sem honra. Que o céu e que o Deus de vocês mate Sharon o assassino. Vocês sofreram uma derrota no Líbano em 2006. Sofrerão outras, assim espero, e enviarão à morte jovens israelenses por que vocês não têm a coragem de fazer a paz. Como os judeus que tanto sofreram podem imitar seus carrascos hitlerianos? Para mim, desde 1975, a colonização traz-me velhas recordações, aquelas do hitlerismo.
Não vejo diferença entre os seus dirigentes e aqueles da Alemanha nazista. Pessoalmente, eu combateria vocês com todas as minhas forças como fiz entre 1938 e 1945, até que a justiça dos homens destruísse o hitlerismo que está no coração de seu país. Desonra a Israel. Espero que o Deus de vocês lançará contra seus dirigentes a vingança merecida. Sinto-me envergonhado como judeu, ex-combatente da Segunda Guerra Mundial, por vocês. Que o Deus de vocês os amaldiçoe até o fim dos séculos! Espero que vocês sejam punidos. André Nouschi Professor honorário da Universidade.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Sonhos

Um sonhou com Beethovem, outro com John Lenon. Os enredos são parecidos. Os gênios (forçando a barra em relação ao Lenon) dão força para os que sonham. Na falta de referências cronológicas precisas, creio que o Ciço Gato imitou o Reginaldo Rossi na maior cara dura. Mas não se trata de plágio, as melodias se diferem.

Cantemos!

O Gênio Cabeludo
(Reginaldo Rossi)

Hoje eu tive um sonho com Beethoven
Que me ensinou um truque novo
Pra fazer essa canção

Beethoven também era cabeludo
Desligado e ainda surdo
Mas foi um grande campeão

E disse, Reginaldo vá cantando
Sua brasa vá mandando
Deixe quem quiser falar
Que eu aqui de cima vou torcendo
E uma figa vou fazendo
Junto com Haendel e o amigo Bach

Cante, que quem for jovem vai gostar
Cante, e deixe quem quiser falar
Cante, que quem for jovem vai gostar
Cante, e deixe quem quiser falar.

Eu Sonhei Com John Lennon
(Ciço Gato)

Ontem
Eu sonhei com John Lennon
E.. No sonho ele me falou:
Ciço, tão querendo te censurar
Te impedir até de cantar
Mas não fique triste, não

Saiba que estou sempre ao seu lado
Também fui criticado
Fui em frente e venci!

Ciço, nunca pense em desistir
Viva sempre a cantar
Siga sempre a sorrir

John
De repente se despediu
Disse: Ciço, eu já vou
Ouça.. Os conselhos que eu te dei
E as músicas que eu cantei
E comigo ele até brincou e falou

Ciço
Você não percebeu?
Você canta melhor que eu
Mas meu cabelo é melhor!!