terça-feira, 9 de março de 2010

O Segredo de Seus Olhos

Enquanto o Brasil sentir esse orgulho bobo (ou deveria dizer "Globo"?) de seu futebol perante o argentino, nossos hermanos estarão à frente, mas muito à frente em relação à arte cinematográfica.

Ainda ressoa no meu íntimo o que li há muito tempo atrás sobre o cinema brasileiro, que "mais do que ruim, não é nada". Noves fora Glauber, lógico.

Parabéns ao "O Segredo de Seus Olhos". Sempre vi com reservas os vencedores do oscar de melhor filme estrangeiro. Sempre achei que os americanos buscavam pontuar sua pretensa supremacia no cinema premiando filmes estrangeiros de merda.

Mas para o bem da NARRATIVA, o filme de Juan José Campanella venceu.

Obrigado, Internet! Você não sabe o quanto são limitados os filhos da puta responsáveis pela programação das salas de cinema em Manaus.

Obrigado, minha distração! Achei que tinha salvo em dvd-r "O Monstro" de Begnini pois minha intenção era ver uma comédia para distrair a mim e à minha "janela azul".

Obrigado, A Fita Branca! Nunca pensei que fosse ver dois filmes contemporâneos tão espetaculares em tão curto espaço de tempo.

Obrigado, Babenco! Teu lugar é aqui mesmo. O lugar de ótimos diretores argentinos é na Argentina.

Obrigado ao homem do campo... ops! Efeito da festa_brega. Quem sabe ainda escrevo sobre o sábado inusitado que passou...

segunda-feira, 1 de março de 2010

Cadê a Auto Crítica FM?

Garimpa que garimpa, acabei achando algumas preciosidades do cancioneiro brega que julguei não ser mais possível encontrá-las depois de algum tempo de downloads que me renderam mais de mil músicas do tipo (abrangendo ao máximo o seu conceito).

Não fosse a motivação causada pela minha escalação como DJ em uma festa brega provavelmente não os encontraria, a não ser ocasionalmente.

Só nestes últimos dias reencontrei algumas pérolas perdidas daqueles que frequentavam, nos idos do final dos anos 80 (que década!), a saudosa Rádio A Crítica FM. Saudosa não porque deixou de existir, mas por ter mudado completamente sua característica de rádio brega que possuía desde o seu nascedouro, ainda em fase experimental, até alguns anos já em caráter comercial.

Mas a partir de um certo momento minhas expectativas de se ouvir bons e autênticos bregas se transformaram em frustrações por vê-los substituídos por sertanojos, pagodeiros e afins. Porquê, meu Deus? Não haviam anunciantes? Não haviam comerciais?

O destino de nossas rádios segue o mesmo das nossas salas de cinema, que apesar de multiplicarem-se em terras barés, seguem uníssonas a mesma programação. Nem mais questiono a qualidade da programação, sinceramente já cansei de ser questionado por isso. Mas porquê nos negar um mínimo de variedade? Porque em Manaus posso ver "Preciosa" (bom filme) no telão, mas não posso ver em outra tela grande "A Fita Branca" (puta filme do caralho), que teve exibição em cidades como Goiânia.

Goiânia, caros leitores! Terra de Zezé di Camargo e Luciano!