Ah, pausa pra que te quero... Estou trabalhando demais, não tenho tempo sequer pra alimentar meu novo xodó virtual, o
alguns videos, que requer demoradas seções de upload.
Ossos do ofício!
O som que vem das proximidades e teima transpor os limites de alvenaria irrompe meus ouvidos com algumas pérolas do cancioneiro pé de serra. Entre uvas e mentas, uma música (segundo a definição da UNESCO é música, sim) me chamou atenção. Trata-se de uma versão
segura pisada da música (ainda segundo a definição da UNESCO) que teima manifestar-se quando eu pensava que já tinha ido pro inferno dos hits que já encheram demais, a onipresente
umbrella (ella-ella-hey-hey-puta-que-pariu-porra-carai).
Já ouvi
pra não dizer que não falei das flores (Geraldo Vandré) e
the model (Kraftwerk) em ritmo tecnobrega. Profanaram, tudo bem, mas é bem pior quando a emenda só reforça a merda original que é o soneto.
Então, pensando no enriquecimento do caldo cutural (a ausência do "l" é proposital) do qual deriva o pornoforró, pensei numa versão xaxada da pérola rock
Song 2, da banda inglesa Blur, adaptando a letra ao vocabulário forrozês:
TÔ MUITO DOIDO
TOMA CUIDADO
PEGO DE JEITO
DE CABO À RABO
U-HU
QUANDO PENSO EM VOCÊ
U-HU
BOTO LOGO PRA FERVER
U-HU
O QUA MAIS TE ACALENTA?
UVA, CAJU, AÇAÍ, TUCUMÃ OU DE MENTA?
EXPERIMENTA!
Quem gostou, levante as mãos para cima (lógico!) e dê um grito!