terça-feira, 7 de julho de 2009

Considerações bovinas

Mesmo sem imagens para ilustrar o post, vamos lá:

- Sem chuva nem velho senil pra atrapalhar, Garantido campeão.

- Mas em time que ganha, se mexe, sim. É covardia comparar a produção atual dos bois no que se refere a toadas. Chega a dar pena do contrário. Mas mesmo com um belíssimo CD, o que se viu na arena foi a repetição ad nauseam da toada "boi de pano", quando a evolução do boi na arena poderia ao menos ter sido dividida com "tambores da evolução", deste ano, que só foi entoada uma única vez.

- A música mais bonita do CD não foi executada, "boi do povão. Outra belíssima melodia que eu pensava que teria o reforço de ter sido feita em homenagem ao canário Davi Assayg, "canto do sonho - fantasia" não foi executada uma única vez. "Orquestra amazônica" só quando concorreu em Toada, Letra e música

- Pela culhonésima vez, "lamento de raça" concorreu na terceira noite. Meu saco encheu mais que o Rio Amazonas.

- Em compensação, "sou garantido" entrou na antologia das músicas que, ao lado de "coração de batuqueiro" e "coração de torcedor" levam a galera ao transe.

- O Flamengo sempre se fazendo presente na galera encarnada. Não mais com uma bandeira, mas um boneco feito de balão "bate palma" vestido com o manto sagrado. Não é mera questão futebolística, mas de religiosidade. O Flamengo pode.

- Sim, dancei "baiás do círculo sagrado", a música de ritual mais bem sucedida de todos os festivais. Estava bêbado, mas não inconsciente. Quem viu, dê-se por satisfeito. Só repetirei a dose se for no palco do Teatro Amazonas.

- Quem reclamava do Paulinho Farias, que apresentava o Rei Davi como deficiente visual, que dê uma descompostora no apresentador do boi contrário, que apresenta a triste figura do Edilson Santana como "aquele que canta, dança e interpreta". Pior que a auto piedade evocada pelo antigo apresentador do Garantido (sem o beneplácito do Rei, diga-se) é a apelação covarde demonstrada pelo apresentador atual do Caprixôxo, que perdeu também e foi bem feito, pra deixar de ser leso.

- Aliás, Davi continua sem concorrentes, mesmo que seu antagonista dançasse como Nijinski e interpretasse como a Fernanda Montenegro. O ítem é "LE-VAN-TA-DOR DE TO-A-DAS". No gogó, o nosso canário só encontra paralelo, quiçá, em alguns rincões da música erudita. Quiçá!

- Levaram minha carteira e meu celular logo na primeira noite. Sugiro às agremiações, ano que vem, apresentarem como figura típica regional "os batedores de carteira", ou quem sabe a tribo "tirrobê idahi numgostô wasifudê". Até capitão do BOPE-RJ foi furtado.