Sete desejos, sete sílabas poéticas, sete quadras.
Recomeçando das cinzas
Eu faço versos tão claros
Projeto sete desejos
Na fumaça do cigarro
Eu penso na blusa branca
De renda, que dei pra ela
Na curva de suas ancas
Quando escanchada na sela
Lembro um flamboyant vermelho
No desmantelo da tarde
A mala azul, arrumada
Que projetava a viagem
Recomeçando das cinzas
Vou recompondo a paisagem
Lembro um flamboyant vermelho
No desmantelo da tarde
E agora penso na réstia
Daquela luz amarela
Que escorria do telhado
Para dourar os olhos dela
Recomeçando das cinzas
Vou renascendo pra ela
E agora penso na réstia
Daquela luz amarela
E agora penso que a estrada
Da vida, tem ida e volta
Ninguém foge ao destino
Esse trem que nos transporta
4 comentários:
De fato, a letra do Alceu é belíssima... e não lembro de nenhuma antologia da poesia musicada... Acho que a idéia renderia legal em um bom livro...
Tb gostei da aula de rima e métrica... Mas, afinal, que fim deu o Alceu mesmo? bjo
Já encontramos um jeito de ganhar uns trocados! O mercado editorial nos aguarda! rs. Qto ao Alceu, isso renderia um outro assunto: o ocaso da criação artística, tão evidente nessa turma, vide o "bate bate na porta do céu" do Ze Ramalho. Bjosss.
O "bate bate na porta do céu" não me faz falta... tu sabes. Mas o Alceu... uma senhora falta... =(
olhe, eu acredito que está com cd novo, não sei se sonhei, ou se fui abduzida no mesmo tempo que ele e captei essa informação de outra esfera astral.
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